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Brincar ao ar livre faz bem à visão infantil, indica estudo

Brincar ao ar livre faz bem à visão infantil, indica estudo

Crianças precisam equilibrar atividades realizadas mais de perto, em lugares fechados, como ler, com atividades que usam a visão à distância

Um estudo realizado na China identificou uma possível maneira de conter o desenvolvimento de miopia em crianças. Em pesquisa feita com 12 escolas chinesas, o resultado apontou que pelo menos 40 minutos por dia de brincadeiras ao ar livre trazem benefícios à visão de meninos e meninas.

Mingguang He e outros pesquisadores pediram a seis escolas que levassem os alunos para brincar fora todos os dias; como grupo de controle, as outras seis mantiveram a rotina de estudos dentro da sala de aula. Os pais também foram estimulados a incentivar brincadeiras ao ar livre aos finais de semana – nesse ponto, os dois grupos se igualaram.

Depois de três anos, eles passaram a fazer testes com as crianças para identificar se havia sinais de miopia. No inicio do experimento, menos de 2% de cada grupo tinha o problema.

Entre as crianças das escolas que aplicaram a estratégia de brincar ao ar livre, 30% desenvolveram algum grau miopia (259 de 853 crianças). Já entre aquelas que ficaram nas salas de aula, 40% desenvolveram o problema (287 de 726 crianças) – a pesquisa só considerou “miopia» os exames que apontavam pelo menos 0,5 grau.

A diferença não é grande, mas é significativa, dizem os pesquisadores. E ela se mantém mesmo quando se leva outros fatores em consideração, como o histórico familiar de miopia.

O estudo sugere que as crianças precisam equilibrar atividades realizadas mais de perto, em lugares fechados, como ler, com atividades que usam a visão à distância.

Conclusões

Isso é importante clinicamente porque crianças que desenvolvem miopia cedo têm mais chances de que o problema avance com o tempo, o que também aumenta o risco de elas desenvolverem a miopia patológica.

30% das crianças que brincavam ao ar livre todos os dias desenvolveram miopia após 3 anos, enquanto 40% das crianças que não brincavam fora desenvolveram o problema.

Além disso, um atraso no desenvolvimento de miopia em crianças pequenas, que tendem a ter uma maior taxa de progressão, poderia proporcionar benefícios gigantescos para a saúde dos olhos a longo prazo.

Na publicação, Michael Repka, da Universidade Johns Hopkins, nos Estados Unidos, afirma que mais estudos são necessários para confirmar e compreender as conclusões dessa pesquisa.

Segundo ele, os resultados do estudo podem significar que mais tempo ao ar livre limita a quantidade de tempo gasta em atividades realizadas mais de perto, em locais fechados; ou que estar mais exposto à luz do sol ajuda a desenvolver melhor as funções dos olhos.

Segundo dados da Organização Mundial da Saúde divulgados no ano passado, o número de pessoas com miopia todo dobrou nos últimos anos no mundo. O problema costuma estar bastante ligado ao uso do computador ou de outros itens tecnológicos – como tablet, celular, etc – por muitas horas durante o dia.

No Brasil, um estudo realizados pelo CBO (Conselho Brasileiro de Oftalmologia) em 2014 com crianças entre 9 e 13 anos que utilizavam computador ou videogame por seis horas ininterruptas mostrou que 21% delas desenvolveram algum grau de miopia.

Pesquisas internacionais, como a realizada na China, tentam descobrir se já existe uma forma de diminuir o risco de desenvolvimento do problema mudando hábitos das pessoas, principalmente na infância.


Autor: BBC
Fonte: R7

 

 

24 de Agosto — Dia da Infância

24 de Agosto - Dia da Infância

Ao contrário do que muitas pessoas possam imaginar, o Dia da Infância não tem relação nenhuma com o Dia das Crianças, comemorado em 12 de outubro. Esta data foi criada pela UNICEF (Fundo das Nações Unidas para a Infância) com a finalidade de promover uma reflexão sobre as condições de vida das crianças de todo o mundo.

A Declaração Universal dos Direitos das Crianças diz que toda a criança tem direito a alimentação, educação, lazer, liberdade, um ambiente familiar e saúde adequados. Elas também devem ser protegidas da discriminação, exploração, violência e negligência.

A data de 24 de agosto é um convite a toda sociedade para colocar a infância como prioridade.

Teste do Pezinho

Um dos muitos exames que é feito logo ao nascer, o teste do pezinho é de extrema importância para a saúde da criança. Ele ajuda a diagnosticar várias doenças que podem prejudicar o desenvolvimento da coordenação motora e do sistema nervoso do bebê antes que os sintomas apareçam.

O teste do pezinho é obrigatório por lei em todo o território nacional. Alguns municípios, inclusive, não permitem que a criança seja registrada em cartório se não tiver feito o exame.
Realizar o teste do pezinho é um ato de amor e carinho a todas as crianças. As doenças que podem ser evitadas ao serem diagnosticadas de maneira precoce prejudicam a qualidade de vida e a infância das crianças.

Em sua versão básica e obrigatória, ele permite diagnosticar doenças como hipotireoidismo congênito, fenilcetonúria, anemia e outras doenças que afetam o sangue. Em suas versões mais completas é possível diagnosticar mais de 30 doenças através do exame, desde problemas genéticos e metabólicos, até doenças infecciosas, como a toxoplasmose.

O Laboratório Oswaldo Cruz fornece quatro tipos de teste do pezinho: Básico, Ampliado, Plus e Master. Todos eles podem ser feitos através da coleta domiciliar. Nossos profissionais são altamente treinados para fazer o teste do pezinho com todo o carinho e atenção ao recém-nascido.

 

 

 

Médicos alertam para relação entre cuidados básicos e desenvolvimento neurológico das crianças

Médicos alertam para relação entre cuidados básicos e desenvolvimento neurológico das crianças

Ações dos pais no cuidado com os bebês cumprem importante papel no desenvolvimento neurológico.

Uma oportunidade para trabalhar com intervenção precoce melhorando o desempenho neurocognitivo das crianças. É assim que médicos avaliam a importância dos primeiros mil dias de vida do bebê e o esforço permanente tem sido de conscientização para o tema.

- Essas manifestações, tanto dos genes como do ambiente, já começa no período intrauterino. Então, o cuidado e padrão que se tem de uma gestação é fundamental. Além disso, fatores como a qualidade do aleitamento materno, o vínculo, a estruturação familiar em nível socioeconômico, o tempo que a mãe ou cuidador principal tem para a criança fazem diferença no futuro dela — afirmou a assessora da presidência da Sociedade de Pediatria do Rio Grande do Sul, Rita de Cássia Ferreira da Silva.

Casos comuns na sociedade, como a criança que morde os coleguinhas, podem ser um reflexo de uma parte genética oriunda de pais agressivos, sem paciência para conversar e acompanhá-los nas brincadeiras. A partir daí, as crianças buscam na agressividade uma compensação. Quando se intervém nesses casos já não se trata de uma intervenção preventiva. É importante dentro dos mil dias, ou seja, até o final do segundo ano de vida trabalhar na prevenção de forma distinta conforme o período.

- No primeiro ano é o afeto, vinculo e apego. A criança transmite sinais daquilo que ela quer e a família tem que saber reconhecer os sinais e entendê-los. Já as habilidades para resolver problemas e a sociabilização são percebidas no segundo ano de vida. O pediatra precisa saber orientar os pais dessa criança para que não se perca essa janela de oportunidade que é quando se tem a maior plasticidade neural — completou Rita.

Em palestra recente realizada no Congresso Gaúcho de Atualização em Pediatria, o médico PHD do Canadá Research Chair, Michel Boivin, abordou o tema destacando a necessidade investir no acompanhamento cada vez maior das primeiras fases da vida.

- O que estudos estão demonstrando é que diagnósticos individuais aparecem muito cedo, como comportamento agressivo, por exemplo. Isso sugere que se quisermos mudar é possível intervir com antecedência — afirmou.

O médico ressalta que não é possível olhar para um fator isoladamente. É preciso analisar um conjunto de elementos que influenciam sejam genéticos ou comportamentais. No Brasil, fatores ambientais podem ter forte influência, como os casos de meninas que se tornam mães ainda na adolescência ou pré-adolescência.

- Existem problemas que são fortemente relacionados a nutrição, quando o corpo não está preparado para ser mãe e quanto a isso não há como reverter. O que essas famílias e mães precisam é suporte. A mãe jovem precisa ser orientada e o pai também. Amor e carinho são fundamentais, mas é preciso conscientizar e informar as mães sobre os procedimentos necessários para correta alimentação e cuidados com o bebê, por exemplo. Não gostaria de generalizar dizendo que mães muito jovens, não podem ser boas mães. Porém, às vezes, a criança não é estimulada de forma correta porque a mãe não sabe os meios certos para isso — afirmou o médico canadense.

Um dos aspectos mais importantes é incentivar a leitura desde cedo. Mesmo que a criança não entenda a leitura é importante que os pais invistam um tempo para isso. Estudos mostram que ao fazer isso, a criança fica melhor preparada para a escola e criará uma conexão entre o aprendizado e leitura.

 

Autor: Marcelo Matusiak
Fonte: Play Press

 

 

Vacinação contra a pólio começa neste sábado no Brasil

Vacinação contra a pólio começa neste sábado no Brasil

Até o dia 31 de agosto, poderão ser imunizadas pela rede pública crianças com idade entre seis meses e cinco anos incompletos.

A campanha nacional de vacinação contra a poliomielite começa neste sábado e se estenderá até o dia 31 de agosto, em todo o país. Durante esse período, poderão ser imunizadas crianças de seis meses a cinco anos incompletos.

Além da imunização contra a pólio, serão oferecidas as vacinas que compõem o calendário básico infantil, como as doses contra febre amarela, hepatite B, rotavírus humano e a tríplice viral, que protege contra sarampo, rubéola e caxumba.

A imunização será feita em todos os postos de vacinação fixos e móveis do Brasil.

A poliomielite, também conhecida como paralisia infantil, é provocada pelo polivírus, que afeta o sistema nervoso e pode causar fraqueza muscular permanente e paralisia irreversível.

Atualmente, o Brasil está livre da doença, mas a vacinação é fundamental para manter o vírus afastado do país.

Entre 2013 e 2014, dez países registraram casos de poliomielite, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS).


Autor: Redação
Fonte: Veja

 

 

 

Teste do pezinho e a Transfusão Sanguínea

Teste do pezinho e a Transfusão Sanguínea

O período ideal para a coleta do teste do pezinho é entre o 3º e o 7º de vida, neste intervalo , o recém nascido já foi alimentado o suficiente para evitar falsos-negativos nas doenças dependentes de amamentação para sua identificação. Esta indicação de período considera neonatos nascidos a termo, com peso normal e sem qualquer intercorrência.

Um exemplo de intercorrência são as transfusões sanguíneas. A transfusão de sangue é a transferência de sangue ou de um hemocomponente (componente do sangue) de um indivíduo (doador) a outro (receptor). Dependendo do motivo da transfusão, o médico pode prescrever sangue total ou um hemocomponente como, por exemplo, eritrócitos, plaquetas, fatores da coagulação sanguínea ou plasma. Sempre que possível, é realizada a transfusão apenas do hemocomponente que suprirá a necessidade específica do paciente, e não de sangue total.

Sempre que houver necessidade de submete o recém-nascido à transfusão sanguínea, o ideal é que a amostra para a realização do Teste do Pezinho seja coletada antes desta transfusão , mesmo que o recém-nascido ainda não tenha 72 horas de vida. Entretanto, é necessário que já tenha recebido alimentação.

Como existem diversas particularidade, abaixo estão algumas orientações a respeito da coleta do teste do Pezinho frente às diferentes situações de transfusão:

Recém-nascidos com menos de 72 horas de vida
O ideal é coletar uma amostra para realização do Teste do Pezinho antes da transfusão, mesmo que o bebê não tenha recebido alimentação. Uma segunda amostra 3 dias depois da transfusão de sangue total deve ser coletada para análise das doenças cuja detecção depende de alimentação. Na impossibilidade de coletar uma amostra antes da transfusão de sangue total, sugere-se a coleta de uma amostra 3 dias após o procedimento e outra pelo menos 90 dias após a última transfusão, esta com a finalidade de repetir a pesquisa de hemoglobinopatias e da atividade da G-6-PD.

Recém-nascidos com mais de 72 horas de vida
 Recomenda-se coletar uma amostra para realização do Teste do Pezinho antes da transfusão de sangue total. Caso não seja possível, a alternativa é coletar uma amostra 3 dias após a transfusão de sangue total. Neste caso repetem-se a pesquisa de hemoglobinopatias e a medida da atividade da G-6-PD em uma nova amostra obtida pelo menos 90 dias após o último procedimento.

Ex-sanguíneo transfusão
 A ex-sanguíneo transfusão é um método terapêutico que se constitui na troca lenta e sucessiva de pequenas frações do sangue do recém-nascido por sangue compatível. Se o recém-nascido já tiver mais de 72 horas de vida, coletar uma amostra para realização do Teste do Pezinho antes da ex-sanguíneo transfusão. Caso não seja possível, coletar duas amostras: 10 e 30 dias após a ex-sanguíneo transfusão. Repetir a pesquisa de hemoglobinopatias e a análise da atividade da G-6-PD em uma nova amostra obtida pelo menos 90 dias após o último procedimento.

Vale lembrar que é imperativo que se repita a pesquisa de hemoglobinopatias e a determinação da atividade da G-6-PD em nova amostra coletada pelo menos 90 dias após a última ex-sanguíneo transfusão. Esta observação também é válida para transfusão de papa de glóbulos. A transfusão de plasma, plaquetas ou fatores de coagulação não interferem nos resultados do Teste do Pezinho.

Transfusão de sangue e erros inatos do metabolismo (EIM)

Para a coleta das triagens para Erros Inatos do Metabolismo (EIM) vale a mesma conduta utilizada para a coleta do Teste do Pezinho. O ideal é coletar uma amostra para realização do exame antes da transfusão. Caso não seja possível, a alternativa é coletar uma amostra aproximadamente 10 dias após a transfusão. Ressaltamos ainda que nos casos em que é necessária a dosagem da atividade enzimática em eritrócitos (por exemplo, dosagem da galactose-1-fosfato uridiltransferase – GALT ou da G-6-PD), é preciso que a coleta seja realizada pelo menos 90 dias após a última transfusão.

 

 

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