DIA NACIONAL DO CONTROLE DO COLESTEROL

DIA NACIONAL DO CONTROLE DO COLESTEROL

O Dia Nacional do Controle do Colesterol (8 de Agosto) foi instituído em 2002 pelo Governo Federal, devido aos números alarmantes de óbitos (mais de 30 mil) em decorrência de infartos e derrames.

Cerca de 40% dos brasileiros tem colesterol alto, e, aproximadamente 17 milhões de pessoas morrem em todo o mundo devido a doenças do coração, segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS).

Apesar de o colesterol ser uma substância necessária ao organismo, pois desempenha diversas funções como transporte de gordura, manutenção das células, fabricação de hormônios e vitamina D, ele deve ser combatido –quando está alto- através de mudanças de hábitos alimentares, prática de atividade física, abandono do cigarro e controle de doenças como Diabetes e Hipertensão Arterial.

O colesterol é dividido em bom (HDL) e ruim (LDL), e estas frações devem se manter equilibradas.

O HDL remove o excesso de colesterol do sangue, reduzindo o risco de formação das placas de gordura (aterosclerose). Por isso, quanto maior a sua taxa no sangue, melhor. Os baixos níveis indicam grande probabilidade de formação de placas de gordura nos vasos, levando ao infarto e derrame cerebral.

Conseguimos manter uma boa taxa de HDL com exercícios regulares, além, é claro de uma dieta saudável.

O LDL, por sua vez, é o responsável pela formação das placas de gordura nos vasos.

Existem remédios para controlar o colesterol alto, porém a prevenção só acontece com a mudança de hábitos como: controle do peso, da pressão arterial, do estresse cotidiano, e adoção de hábitos alimentares saudáveis.

Mesmo assim, existem pessoas que já nascem geneticamente predispostas a terem colesterol alto, pois a maior parte do colesterol é fabricada pelo próprio organismo (aprox. 70%) e somente o restante (30%), provém da alimentação.

A estas pessoas, é imprescindível a prescrição de medicação, como as estatinas, além da mudança de hábitos, também imprescindível.

DICAS PARA CONTROLE DO COLESTEROL

  • Substitua o leite e derivados integrais por produtos desnatados;
  • Evite o consumo de carnes gordas e embutidos;
  • Consuma alimentos que não contenham gordura saturada e/ou hidrogenada;
  • Pratique exercícios físicos regularmente;
  • Mantenha o peso ideal;
  • Controle a pressão arterial e o cigarro;
  • Faça exames periódicos com acompanhamento do seu médico.
 

Dia 05 de Agosto

Dia Nacional da Saúde

Homenagem ao Cientista Oswaldo Cruz

5 de agosto, Dia Nacional da Saúde. O que nem todos sabem é que foi escolhida em homenagem ao médico sanitarista Oswaldo Cruz, que nasceu em 5 de agosto de 1872 e foi pioneiro no estudo de moléstias tropicais e da medicina experimental no Brasil.

Em 1900, fundou o Instituto Soroterápico Nacional, em Manguinhos, no Rio de Janeiro, hoje Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). Sua trajetória se confunde com a história da saúde pública brasileira.

Oswaldo Cruz: o médico do Brasil

Oswaldo Cruz nasceu em São Luis do Paraitinga, interior de São Paulo. Filho do médico Bento Gonçalves Cruz e de Amália Taborda de Bulhões Cruz, ingressou na Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro aos 15 anos. Antes de concluir o curso, publicou dois artigos sobre microbiologia na revista Brasil Médico.

Formou-se em 24 de dezembro de 1892, defendendo a tese "Veiculação Microbiana pelas Águas". Em 1896, foi para Paris especializar-se em bacteriologia no Instituto Pasteur, que na época reunia grandes nomes da ciência.

Oswaldo Cruz foi nomeado Diretor Geral de Saúde Pública em 1903, cargo que corresponde atualmente ao de Ministro da Saúde. Utilizando o Instituto Soroterápico Federal, atual Fiocruz, como base de apoio técnico-científico, deflagrou memoráveis campanhas de saneamento. Em poucos meses, a incidência de peste bubônica foi reduzida com o extermínio dos ratos, cujas pulgas transmitiam a doença.

Em 1904, com o recrudescimento dos surtos de varíola, o sanitarista tentou promover a vacinação em massa da população. Os jornais lançaram uma campanha contra a medida.

O congresso protestou e foi organizada a Liga contra a vacinação obrigatória. No dia 13 de novembro estourou a rebelião popular (a Revolta da Vacina) e, no dia 14, a Escola Militar da Praia Vermelha se levantou. O Governo derrotou a rebelião, mas suspendeu a obrigatoriedade da vacina.

Em 1909, Oswaldo Cruz deixou a Diretoria Geral de Saúde Pública, passando a se dedicar apenas ao Instituto (Fiocruz), onde lançou importantes expedições científicas que possibilitaram a ocupação do interior do país. Erradicou a febre amarela no Pará e realizou a campanha de saneamento da Amazônia.

Como conseqüência, as obras da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, cuja construção havia sido interrompida pelo grande número de mortes de operários pela malária, puderam ser finalizadas.

Em 1913 foi eleito membro da Academia Brasileira de Letras. Em 1915, por motivos de saúde, abandonou a direção do Instituto Soroterápico e mudou-se para Petrópolis. Como prefeito da cidade, traçou vasto plano de urbanização, que não pode ver executado.

Oswaldo Cruz morreu de insuficiência renal em 11 de fevereiro de 1917, em Petrópolis, com apenas 44 anos.

Fonte: www.ensp.fiocruz.br

 

O problema dos alimentos industrializados e o homem moderno.

Alerta

Aumento do consumo de refeições industrializadas e de alimentos com excesso de açúcar, sal e gordura pelos brasileiros assusta especialistas

Não é de hoje que se aponta açúcar, sal e gordura em excesso como os vilões de uma alimentação inadequada, mas uma pesquisa do Ministério da Saúde acaba de concluir que a situação vem se agravando. O estudo revelou uma queda no consumo de alimentos saudáveis e a substituição por produtos industrializados e refeições prontas. “O que a população desconhece é que esses alimentos geralmente contêm grande quantidade de sódio e gordura saturada, que, se consumidos com frequência, podem gerar sérios problemas de saúde”, adverte a presidenta da Associação Brasileira de Nutrição (Asbran), Márcia Fidelix. Para alertar a população sobre esses riscos, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicou uma série de novas regras para a publicidade e a promoção de alimentos e bebidas com baixo teor nutricional e elevadas quantidades de sódio, açúcar e gordura saturada ou trans.

A resolução (RDC 24/2010) inclui a veiculação de alertas nos comerciais de televisão e rádio, com textos como: “O (nome comercial do produto) contém muito açúcar e, se consumido em grande quantidade, aumenta o risco de obesidade e cárie dentária”. O limite dado pela agência para a quantidade de açúcar em alimentos sólidos é de 15g a cada 100g de produto. Um pacote de biscoito recheado, por exemplo, chega a conter 60g de açúcar em 100g de biscoitos, mais de quatro vezes superior ao limite. Quanto à gordura saturada, o valor estabelecido é de 5g a cada 100g. E o limite para a quantidade de sódio é de 0,4g para cada 100g de produto. As empresas terão 180 dias para se adequar às novas regras.

De acordo com a Organização Mundial de Saúde, mais de 45% da população brasileira está acima do peso — e 20% dos adultos já são considerados obesos. “Excesso de peso e má alimentação são responsáveis por um grupo chamado de macrodoenças, que estão ligadas à principal causa de óbitos no país, por desencadearem problemas cardiovasculares(1)”, explica João Eduardo Salles, representante do Departamento de Obesidade da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (Sbem). Esses males são a hipertensão, a obesidade e a hipercolesterolemia (colesterol alto).

O bancário João Gabriel Cupello, 25 anos, tinha as três doenças ao mesmo tempo e, com a saúde ameaçada, teve que recorrer à cirurgia de redução do estômago. “Minha alimentação sempre foi errada. Nunca fui de gostar de salada e comia muita besteira e refrigerantes”, conta. Assim como Cupello, os jovens são muito influenciados pelas propagandas. A iniciativa da Anvisa visa proteger os consumidores da omissão de informações e da indução ao consumo exagerado. “Os alertas nas propagandas vão possibilitar a reflexão do consumidor, para que ocorra uma mudança de comportamento, desestimulando os excessos. Essa medida reflete a capacidade e o dever do Estado de proteger a população”, argumenta a gerente de monitoramento e fiscalização de propaganda da Anvisa, Maria José Delgado.

Mais visível

Salles, da Sbem, apoia a iniciativa. “O aviso vai alertar o paciente antes mesmo de ter que consultar a tabela nutricional, que geralmente está em letras minúsculas”, sustenta. A informação nutricional é obrigatória nos rótulos dos alimentos, mas é importante que o consumidor saiba como consultá-la. Para o especialista, bons alimentos são aqueles com quantidades adequadas de nutrientes. E aponta como principais vilões os biscoitos recheados, os refrigerantes e as refeições industrializadas. “Esses biscoitos contêm uma quantidade enorme de açúcar e gorduras, mesmo os livres de gordura trans. Os refrigerantes exageram no açúcar. E as comidas congeladas, como as pizzas e lasanhas, são repletas de sal e gordura saturada”, exemplifica. O especialista afirma que não adianta recorrer aos refrigerantes de baixa caloria: “Não oferecem nenhum benefício nutricional e, além disso, possuem elevada quantidade de sódio”.

A designer de cabelos Renata Najar, 37 anos, sofre de hipertensão e concorda com as novas regras estabelecidas pela Anvisa. “Após a confirmação do diagnóstico por um cardiologista, passei a tomar medicamentos diários para o controle da doença e a evitar o consumo de alimentos com muito sódio”, conta. “O sal da comida caseira é mínimo, se comparado à quantidade em alimentos industrializados. Esse aviso nas propagandas vai me ajudar a saber mais facilmente quais produtos terei que evitar.” Para a consumidora, os avisos deveriam estar também em destaque no rótulo dos produtos, e não apenas nos anúncios publicitários.

Crianças

Na última assembleia da OMS, realizada em Genebra neste ano, a organização recomendou que os países adotassem medidas para reduzir o impacto da propaganda de alimentos pouco nutritivos sobre as crianças, já que as escolhas delas influenciam em até 80% as compras feitas pela família. Para a pediatra Maria Cristina Duarte, mestre em saúde da mulher e da criança pela Fundação Oswaldo Cruz, a regulamentação da Anvisa foi um bom começo, mas ainda há muito para ser melhorado. “As crianças são estimuladas por sons, cores e imagens, são tentadas pelas logomarcas e seduzidas pelos presentes oferecidos com os alimentos”, explica.

Uma pesquisa realizada pelo Projeto Criança e Consumo do Instituto Alana, com crianças entre 3 e 11 anos, destacou que guloseimas são mais desejadas que brinquedos. Dentre elas, os biscoitos recheados são os mais consumidos, seguidos por refrigerantes, salgadinhos, batatas fritas e pizzas. “São calorias vazias(2), e o resultado é preocupante, já que esses alimentos podem gerar nas crianças um problema chamado síndrome metabólica”, alerta. A especialista conta que essa síndrome causa elevações dos níveis de lipídios e colesterol, alterações na glicemia e na insulina e pode levar à obesidade e à hipertensão arterial. “Antes, pensava-se que isso ocorria apenas em adultos, mas hoje já sabemos que as crianças também podem desenvolver esse problema”, afirma.

O Instituto Alana defende uma resolução específica para o público infantil. “Apesar de ser uma medida inovadora, um avanço para a proteção da sociedade, a Anvisa perdeu a oportunidade de ir além”, lamenta a coordenadora-geral do projeto, Isabella Henriques. Um capítulo que regulamentava a vinculação de brindes e outros atrativos a alimentos que, em excesso, podem ser nocivos à saúde das crianças e definia horários apropriados para a divulgação desses produtos não foi incluído na resolução da Anvisa. “A maior parte da publicidade desses alimentos é voltada para o público infantil, que deveria ser tratado de forma especial, por ser formado por consumidores hipervulneráveis”, completa Isabella.

1 - Grupo letal

São doenças que afetam o sistema circulatório, como o coração, veias, artérias e vasos capilares. As doenças mais comuns são o enfarte do miocárdio e o AVC (acidente vascular cerebral). Esse grupo de doenças é responsável pelo maior número de mortes no Brasil.

2 - Nutrição mínima

Estão presentes em alimentos muito calóricos, mas sem benefício nutritivo. Contém pouco ou nenhum nutriente essencial, como vitaminas, proteínas e fibras. Batatas fritas, balas, chicletes e biscoitos são exemplos de alimentos com as chamadas calorias vazias.

O

A Organização Mundial de Saúde (OMS) estima que pelo menos 42 milhões de crianças com menos de 5 anos estarão obesas ou acima do peso até o fim de 2010 — 80% delas moram em países em desenvolvimento, como o Brasil

No Brasil, 30% das crianças estão acima do peso — 15% já são consideradas obesas

Cerca de 50% das campanhas publicitárias veiculadas na TV são direcionadas ao público infantil.

Matéria publicada no Correio Braziliense em 12 de julho de 2010
 

Redução da ingestão de açúcar associa-se à diminuição da pressão arterial

Redução da ingestão de açúcar associa-se à diminuição da pressão arterial

O aumento do consumo de bebidas com açúcar tem sido associado a aumento do risco de obesidade e de diabetes tipo 2.O presente estudo demonstrou que uma redução do consumo de bebidas adoçadas com açúcares e dos próprios açúcares foi significativamente associada a reduções na pressão arterial.

Este estudo incluiu 810 adultos que participaram do estudo Premier. A pressão arterial e a dieta dos participantes foram avaliadas ao início do estudo e após 6 e 18 meses.

Ao início do estudo, o consumo de bebidas com açúcar foi, em média, uma porção por dia. A pressão arterial sistólica (máxima) e a diastólica (mínima) médias foram de 134,9 e de 84,8 mmHg, respectivamente.

Após ajuste para possíveis fatores de confusão, observou-se que a redução na ingestão de uma porção por dia foi associada à redução de 1,8mmHg na pressão arterial sistólica e de 1,1mmHg na pressão arterial diastólica após 18 meses.

Após ajuste adicional para a mudança de peso durante o mesmo período, a redução na ingestão de bebidas com açúcar ainda foi significativamente associada a reduções na pressão arterial. A diminuição na ingestão de açúcar também foi significativamente associada à diminuição da pressão arterial.

Matéria publicada no UOL em 12 de julho de 2010

 

Depressão será a doença mais comum do mundo em 2030, diz OMS

Depressão será a doença mais comum do mundo em 2030, diz OMS

Segundo OMS, pobres sofrem mais com problema que ricos

Dados divulgados nesta quarta-feira pela Organização Mundial da Saúde (OMS) apontam que, nos próximos 20 anos, a depressão deve se tornar a doença mais comum do mundo, afetando mais pessoas do que qualquer outro problema de saúde, incluindo câncer e doenças cardíacas.

Segundo a OMS, a depressão será também a doença que mais gerará custos econômicos e sociais para os governos, devido aos gastos com tratamento para a população e às perdas de produção.

De acordo com o órgão, os países pobres são os que mais devem sofrer com o problema, já que são registrados mais casos de depressão nestes lugares do que em países desenvolvidos.

Atualmente, mais de 450 milhões de pessoas são afetadas diretamente por transtornos mentais, a maioria delas nos países em desenvolvimento, segundo a OMS. As informações foram divulgadas durante a primeira Cúpula Global de Saúde Mental, realizada em Atenas, na Grécia.

"Os números da OMS mostram claramente que o peso da depressão (em termos de perdas para as pessoas afetadas) vai provavelmente aumentar, de modo que, em 2030, ela será sozinha a maior causa de perdas (para a população) entre todos os problemas de saúde", afirmou à BBC o médico Shekhar Saxena, do Departamento de Saúde Mental da OMS.

Ainda segundo Saxena, a depressão é mais comum do que outras doenças que são mais temidas pela população, como a Aids ou o câncer.

"Nós poderíamos chamar isso de uma epidemia silenciosa, porque a depressão está sendo cada vez mais diagnosticada, está em toda parte e deve aumentar em termos de proporção, enquanto a (ocorrência) de outras doenças está diminuindo."

Pobres

Segundo o médico, os custos da depressão serão sentidos de maneira mais aguda nos países em desenvolvimento, já que eles registram mais casos da doença e têm menos recursos para tratar de transtornos mentais.

"Nós temos dados que apontam que os países mais pobres têm (mais casos de) depressão do que os países ricos. Além disso, até mesmo as pessoas pobres que vivem em países ricos têm maior incidência de depressão do que as pessoas ricas destes mesmos países", afirma Saxena.

"A depressão tem diversas causas, algumas delas biológicas, mas parte dessas causas vem de pressões ambientais e, obviamente, as pessoas pobres sofrem mais estresse em seu dia-a-dia do que as pessoas ricas, e não é surpreendente que elas tenham mais depressão."

Segundo o médico, o aumento nos casos de depressão e os custos econômicos e sociais da doença tornam mais urgentes uma mudança de atitude em relação ao problema.

"A depressão é uma doença como qualquer outra doença física, e as pessoas têm o direito de ser aconselhadas e receber o mesmo cuidado médico que é dado no caso de qualquer outra doença."

 
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